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O que um purificador faz com a água, e o que ele não faz

O que significa retenção de partículas, redução de cloro e eficiência bacteriológica, nos termos que estão na ficha do produto.

Publicado em Revisado em 5 min de leitura

[PENDENTE: cliente] autor e revisor técnico do artigo

Purificador não é remédio, e quem vende purificador não deveria falar como se fosse. O que um purificador faz é mensurável, está escrito na embalagem do refil e na ficha do produto, e cabe em três termos técnicos. Este texto explica os três, porque entender o que a filtragem faz é o que permite escolher o aparelho certo e trocar o refil na hora certa.

Primeiro, a água que chega já tem padrão legal

No Brasil, a água distribuída pela rede pública precisa atender ao padrão de potabilidade definido pelo Ministério da Saúde, hoje na Portaria GM/MS 888/2021. Ou seja, a água da torneira já sai tratada, e o purificador não existe para substituir esse tratamento. Ele existe para o que acontece depois: o cloro residual do tratamento, as partículas que se soltam da tubulação e do reservatório, e o gosto que vem daí.

Retenção de partículas

É a filtragem física, medida em micrômetros. O elemento filtrante segura o que é maior que o poro dele: areia fina, ferrugem que se solta da tubulação, sedimento de caixa d'água. É o que faz a água sair límpida em vez de turva depois de uma manutenção na rua.

Redução de cloro livre

O cloro é o que mantém a água segura no caminho até a sua casa, e é também o que dá o cheiro e o gosto de piscina. O carvão ativado do refil reduz o cloro livre, e é daí que vem a diferença de sabor. Reduzir, no fim da linha, não torna a água menos segura: ela já chegou tratada.

Eficiência bacteriológica

É a única das três que costuma ser mal explicada no mercado. O rótulo do Refil Fit, por exemplo, declara eficiência bacteriológica não aplicável, e isso está impresso na embalagem. Significa que aquele elemento filtrante não é um esterilizador e não deve ser usado para tornar potável uma água que não é. Purificador de uso doméstico trabalha com água já potável, e essa frase precisa estar na primeira linha de qualquer conversa honesta sobre o produto.

A regra que resume tudo: purificador melhora água boa. Água de procedência duvidosa é caso de análise e de tratamento, não de refil.

O refil vence, e é isso que faz o purificador funcionar

Elemento filtrante saturado para de reter e pode devolver o que reteve. Por isso a ficha de todo purificador Libell declara vida útil de 4.000 litros ou seis meses, o que vier primeiro, e o rótulo do refil traz um campo para anotar a data da próxima troca. Passado o prazo, o aparelho continua servindo água, e é justamente aí que ele deixa de fazer o que promete. Veja qual refil serve no seu aparelho.

Qual aparelho para qual situação

  • Tem rede de água encanada e quer água gelada na bancada: purificador de bancada ou de parede, como o LN100 e o AcquaFlex.
  • Tem rede de água e consumo alto, em escritório, escola ou comércio: purificador de pressão, que fica no chão e tem pia em aço inox, como o Press.
  • Não tem rede de água disponível no ponto: bebedouro de garrafão, que não precisa de instalação hidráulica. Nesse caso não há refil, e sim o galão de 20 litros.

As oito linhas estão em produtos, cada ficha com medida, vazão e consumo declarados. Para dúvida de escolha ou de instalação, o atendimento responde por WhatsApp em horário comercial.

Texto original de 18/05/2021, reescrito por inteiro. A versão anterior fazia seis afirmações de saúde sem fonte, e nenhum fabricante de purificador deveria assinar aquilo.

Dúvida sobre o seu aparelho? O SAC responde pelo WhatsApp (16) 3506-0211 e pelo telefone (16) 3506-0200, de 07:00 às 17:00.

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